"O SENHOR reinará eternamente; o teu Deus, ó Sião, de geração em geração. Louvai ao SENHOR." Salmos 146:10

Estudos

A CULTURA PAGÃ NA PÁSCOA

No hebraico, Páscoa – Pessach – significa passagem, transição, e foi instituída ainda no Egito, apontando para o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A Páscoa que vemos hoje, comemorada de forma tão mesclada a adereços pagãos não é a verdadeira Páscoa Bíblica. Roma permitiu, mais uma vez, que costumes pagãos fossem inseridos em uma celebração bíblica, trazendo a figura de uma deusa saxônica, Ostara, cujos símbolos eram o ovo e o coelho.

Ostara anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera, representando a passagem de um tempo de trevas para outro de luz. Essa cultura pagã foi inserida na Páscoa durante a Idade Média.
“Ostera ou Ostara é a deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres”.
Sabemos que muitos deuses foram cristianizados, como aconteceu com Ostara, representada na Páscoa pelos símbolos do ovo e do coelho. Inclusive, o dia escolhido, o Domingo, para comemorar a Páscoa, é devido ao sistema do calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo, após a primeira lua cheia.

“A Páscoa foi nomeada pelo deus saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna. A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do ovo e do coelho”.
A Páscoa, como festa cristã, aconteceu durante o Concílio de Nicéa, em 325 d.C. Após essa data, foi determinado que seria uma festa com conotação cristã, começando na Quinta-feira santa. Contudo, se de fato a festa tivesse a conotação cristã, representando a ressurreição de Cristo, a celebração não deveria envolver ovo de chocolate nem o coelho, que na Bíblia é considerado imundo.

A verdadeira Páscoa
A verdadeira Páscoa é uma Festa Bíblica, instituída pelo Senhor como ordenança eterna. Hoje, celebramos essa festa em sinal à ressurreição de Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que veio à Terra, morreu e ressuscitou.
Para os judeus, a Páscoa é uma das festas mais importantes, com lugar de honra no calendário judaico. Inclusive, é celebrada por um período de 8 dias, quando eles lembram a forma extraordinária que receberam livramento de Deus quando estavam como escravos no Egito – momento no qual se deu o Êxodo, como podemos ler em Êxodo 12.
“Chamou pois Moisés a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei e tomai vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa. Então tomai um molho de hissopo, e molhai-o no sangue que estiver na bacia, e passai-o na verga da porta, e em ambas as ombreiras, do sangue que estiver na bacia; porém nenhum de vós saia da porta da sua casa até à manhã. Porque o Senhor passará para ferir aos egípcios, porém quando vir o sangue na verga da porta, e em ambas as ombreiras, o Senhor passará aquela porta, e não deixará o destruidor entrar em vossas casas, para vos ferir. Portanto guardai isto por estatuto para vós, e para vossos filhos para sempre. E acontecerá que, quando entrardes na terra que o Senhor vos dará, como tem dito, guardareis este culto. E acontecerá que, quando vossos filhos vos disserem: Que culto é este? Então direis: Este é o sacrifício da páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como o Senhor ordenara a Moisés e a Arão, assim fizeram.” (Êxodo 12:21-28)
Os israelitas viveram no Êxodo a libertação esperada por longos anos marcados pela subserviência a Faraó e ao do Egito. E quando saíram, rumo ao deserto, receberam a ordem de Deus de que celebrariam a festa todos os anos de geração em geração.
“Guarda o mês de Abibe, e celebra a páscoa ao Senhor teu Deus; porque no mês de Abibe o Senhor teu Deus te tirou do Egito, de noite. Então sacrificarás a páscoa ao Senhor teu Deus, das ovelhas e das vacas, no lugar que o Senhor escolher para ali fazer habitar o seu nome. Nela não comerás levedado; sete dias nela comerás pães ázimos, pão de aflição (porquanto apressadamente saíste da terra do Egito), para que te lembres do dia da tua saída da terra do Egito, todos os dias da tua vida. Levedado não aparecerá contigo por sete dias em todos os teus termos; também da carne que matares à tarde, no primeiro dia, nada ficará até à manhã. Não poderás sacrificar a páscoa em nenhuma das tuas portas que te dá o Senhor teu Deus; senão no lugar que escolher o Senhor teu Deus, para fazer habitar o seu nome, ali sacrificarás a páscoa à tarde, ao pôr do sol, ao tempo determinado da tua saída do Egito.” (Deuteronômio 16:1-6)

Sabemos que a vida dos hebreus, quando já israelitas, também passou por momentos em que se tornaram prisioneiros de outros povos, mas, ainda assim, mantinham a tradição de celebrar a Páscoa, crendo na promessa de que novamente seriam libertos de toda escravidão.

Jesus – o Cordeiro Pascal
“E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos estes discursos, disse aos seus discípulos: Bem sabeis que daqui a dois dias é a páscoa; e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.” (Mateus 26:1,2)
Quando Deus enviou Seu Filho Jesus, Ele Se tornou o símbolo pascal, pois Se ofereceu por nós como Cordeiro Vivo. A Páscoa foi cumprida em Jesus que nos deu a verdadeira libertação do pecado. O sacrifício de Jesus deve nos levar a celebrar a Páscoa em seu real sentido.
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” (I Coríntios 5:7).
Se Jesus é o verdadeiro símbolo da Páscoa, por que aceitar comumente o comércio que gira em torno dessa festa que perdeu o verdadeiro sentido, sendo regida por Roma? Por que permitimos que o santo seja trocado pelo profano, e no lugar do sacrifício da Cruz, um animal como o coelho tome o lugar de Jesus?
Não podemos ser coniventes. Não podemos saber a verdade e compactuar com a mentira. Temos que tomar uma posição e desfazer a mentira com a verdade para que uma Festa Bíblica como a Páscoa e tantas outras, não seja deturpada.
Quando compactuamos com o mercado e com aquilo que nos é imposto, e não somos ignorantes quanto às verdades bíblicas, temos que agir. Por isso, quero lembrar os que já sabem, porque a maioria sabe o que significam o coelho e o ovo de chocolate, mas alguns realmente acolhem esses símbolos com pureza de coração.

Ovos de chocolate
Esse costume veio dos egípcios e dos persas que tingiam ovos com as cores da primavera para assim presentearem os amigos. Eles acreditavam que o ovo simbolizava o nascimento. Mas, por incrível que pareça não foram eles, mas os cristãos pagãos primitivos que iniciaram os ovos na Páscoa.
E assim aconteceu em outros países, só que em cada um havia uma simbologia diferente, e na época não serviam para comer, como na Armênia, onde o povo coloria os ovos com figuras de Jesus e outros.

Coelho
Os imigrantes alemães trouxeram o coelho como símbolo da Páscoa, isso no século 18. E nós aceitamos sem questionar nem refletir sobre o fato de que coelhos não põem ovos nem têm ligação com Jesus ou mesmo com o Cristianismo.
Inúmeros outros símbolos foram inseridos também como o fogo, a água, o óleo santo, etc.

Conclusão
Não podemos nos calar como cristãos. Temos que declarar que Jesus é o Cordeiro Pascal e o verdadeiro símbolo da Páscoa cristã. Não podemos aceitar a páscoa pagã, que se levanta contra a nossa fé.

Renê Terra Nova
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